AGOSTO

Mês dos ventos, traga-nos o que o calor levou. Saia de Marilyn Monroe e entre pela janela. Liberdade para não temer o que virá, porque logo saberemos dela. Debaixo para cima, de cabeça para um facho. Dê luz! Banhe rostos com essa fresca lambida dos Deuses nus. Arraste o pó da estagnação e lance o pólen às fertilezas. Assim, brotaremos limpos em alma como após uma lavagem à palo seco. Seremos velhos, porém enxutos, sem essa roupa suja que se lava em casa e não a esmo, sem atingir os olhos atentos dos desamados, nem tingir os rios com sangue derramado como se fosse leite.
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