DESVANECIMENTO

A razão jorra o que do ralo escoa, quer encurralar o interlocutor de toda forma. Os mais precavidos não meditam sobre qualquer desforra, deixam a prosa tomar seu próprio rumo quando esta se quer monólogo verborrágico. Descarregar é preciso? Trágico! O bom é deixar desaguar em praia mansa, de coração, ainda que o barco esteja torto. Antes que os atiradores de facas acertem o alvo sem oferecer maçã, deve-se transportar o corpo, não como quem foge à resolução amiga, mas à briga mesmo. Com o tempo, o espírito cansa desse afã. À esmo se fica quando a justiça não dá mais liga e se esquece de ouvir o outro. De tão absorto, nem o vê partir. No fim, percebe com a garganta já rouca: é tarde demais. Tarde demais para sentir.

PAOLA

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