SARTRE DO ABISMO

Quem sabe, o sábio acabe aqui sem ter razão nenhuma. Intelecto em demasia tem a mesma funcionalidade de uma unha encravada. Quando o pensamento é mal condicionado, o passo anda, mas dói no piso feito siso inflamado. Pé no chão é requerido, sem se preterir o caminho do coração. Ninguém quer a facilidade mais árdua que existe, simplesmente por insistir em reivindicar o amor que não tem. Ação! Doa a quem doar, no ardor de nada saber. Como você está? Quem realmente perguntou por esses dias o que sente com audição curiosa, sem intenção de polidez, só para testar canal distanciado? Com tato, a comunicação dos sentidos se dá quando sentimos muito. Mas o que o silêncio parece esconder, que tanto mais se revela? Vela acesa em escuro quarto: um trevo encontrado na treva, à mercê de sua busca. Quem não procura, sempre acha. Quando se pensa em ter a porta trancafiada às sete chaves de vida, outras percepções se abrem, a flor de lótus é arrombada ao cairmos de joelhos e pontapés na lama. Do plantio no pútrido à colheita do néctar. Não é assim que acontece? Estamos preparados. Rumo certo. Amorteça o que o amor tecer, agora sinta. Ser o assassino do algoz e não a vítima do ego, trucidando a sina de morrer, já que estamos condenados a ser livres.

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