CALENDÁRIO GREGORIANO

0e62864c6d93536da689c6c72c3af15eÉ pela falta de garantia que me apaixono todo dia, é este olhar para frente, arco-íris com a íris das possibilidades que somos capazes de criar, sem a privação dos tempos das cavernas, sem termos de gritar à mouquidão do anonimato ancestral. Hoje, muitos mais se conhecem e pagam o prato principal de se degustarem à distância. Tabernas temos para celebrar, apesar das luzes dos celulares a mostrar outras receitas de viver. Voltemos à realidade só por uma hora. Nada a pedir aos ventos, mas fazer soprar o que já nos coube, doar qualquer coisa que não nos veste mais, a fim de que o ar se expanda. Assim, o fogo cresce, mata o velho, purifica. O pulmão se acende sem cigarros, agora é lei. Basta-me a gravitacional. Nunca precisei, aprendi a meditar: inspire, expire.

A noite é branda, faz adormecer melhor o morador da rua, sob a proteção da lua e seus astros mais audazes, que os habitantes de palácio, em seus vícios de consciência intranquila. Vim beijar a boca de fumo dos delinquentes, as partes baixas das elevadas prostitutas, assim como fez Cristo e todos os outros avatares, até aqueles tidos como charlatões, só porque a igreja e a sua brotoeja espiritual incurável quis assim. Osho que o diga, intriga da oposição, yin-yang, sim salabim! Agradeço aos baques com a verdade absolutista do outro, aos chiliques de moralismo alheios, pois isto fez ressaltar o sabor verdadeiro dos favos de mel retirados dentre as abelhas, por todo amor emanado.

Vim desfazer promessa, assumir só minha posição, porque a politicada está na fila dos descumprimentos valorosos. Decepção por quê? Não esperava? Cuidado com os verbos: ‘esperançar’ é produtivo em ação, mas ‘esperar’ não. Os cidadãos, votantes, democratizados pela desilusão, parecem meninos trocando de paixão a cada semana na escola. Nem dei bola para isso. Vamos estudar para então irmos à luta, crianças. 2015 será marcial, o planeta regente é Marte, muito cuidado para não dar marcha ré nos contra-ataques. Não adiantará nada nos fingirmos de marcianos, alienados de nosso próprio destino humano demasiado, assim como pouco resolverá partir para o desatino dessa violência torta. Abra tua porta. Axé, saravá! Ogum nos abençoe…

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