MUDANÇA DE TEMPO

As amígdalas são premonitórias na iminência de chuva, arranham a garganta até que desçam as primeiras gotas. No momento, só uma ameaça longínqua raja o céu de cinza e a brisa fica ainda mais fresca. Espero que não vente tanto a ponto de levar esse aconchego para longe daqui. Sol também precisa de férias, na companhia de quem, desnudo, quer se abrir. Já os que preferem o frio, guardam seus biquínis, emulam segredos entre as cobertas e aguardam respingos para além das janelas. Os pássaros silenciam. Vamos ouvir, fingir que as nuvens são roupas encharcadas e torcê-las no varal do pensamento.

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