DINHEIRAMA

Neste país, melhor respirar propano que propina. Às mão cheias, há sujeira e reagentes na gasolina. Petróleo pela cultura e controle remoto para a tevê de plasma criam miasmas na mente. As massas celebram celebridades. Seriam Reais os indivíduos ou as cédulas? Dividem-se entre as dívidas, centenas. Aqui, trocam-se medulas ósseas por cédulas, caindo-se na esparrela dos velhacos, enquanto velhinhosesmolam instantes de vida, tão pobres, tão fracos. Os poderosos oneram as horas de trabalho, larápios da essência humana, mecanizando o mundo em tempos post-mortem-modernos. Calam a boca dos pobres à base do cabresto afixado na ignorância. O povo vende sua alma e voto de acordo com a circunstância. Mas logo esquecem, todos mortos. De fome, nome e alfabeto. Do progresso, restou-nos a desordem.

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