TIMING

O tempo fazia ponteiros de relógio com bigodes de Dali
Quando o velho acometeu-se da perda dos cabelos,

Mais nenhuma mecha havia ali.
Compunha odes e réquiens a todo instante
Enquanto crianças degolavam seus brinquedos
Sem tantos medos, davam corda na vida
Pulavam barbante sem nenhum alarde.

Acionavam o alarme sem demora na saída
Uns vão, outros ficam – que assim ela permita
Não há regra que se repita, é pelo fim que se começa
E para não perder a hora nem a cabeça, boneca:
Esqueça! Os segundos ainda serão os primeiros
Os minutos farão minuetos em sol maior
Para os cucos na porta de entrada.

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